Futebol na Área

 

Sinal dos tempos

Page history last edited by Daniel Damasceno 1 yr ago

Muito tem se falado ultimamente sobre os recentes (e decepcionantes) resultados da seleção brasileira. Os jogos contra Canadá, Venezuela, Paraguai e Argentina foram sofríveis técnica e taticamente. Destaco dois momentos comentados pelo ilustre Galvão Bueno, ambos no embate contra o Paraguai:

1)      Falta na entrada da área para a seleção brasileira. Além de a bola parada ser uma das jogadas mais perigosas do futebol atual, o escrete canarinho sempre se caracterizou por dispor de jogadores que batem na bola com maestria. Eis que Galvão diz: “o time do Brasil não tem nenhum especialista em cobrança de faltas”.  E dessa vez era a pura a verdade, não mais uma das pérolas do narrador.

2)      Julio Baptista bate três ou quatro escanteios seguidos e mostra dificuldade em jogar a bola além do primeiro poste. Novamente Galvão diz: “Bater escanteio não é a praia dele”. Pasmem, senhoras e senhores. Como assim um jogador profissional, do Real Madrid e seleção brasileira, não é capaz de cobrar um escanteio?

Taticamente a seleção é uma bagunça. Joga com dois laterais que quando apóiam não mostram nada além de força física e mais três jogadores no meio campo que tem características defensivas. A armação de jogadas fica por conta de Diego, ex Santos, cujo momento de maior notabilidade na seleção foi abaixar o calção do companheiro Robinho no pré-olimpico de 2004. Dessa forma, os atacantes ficam isolados, tendo que vir buscar a bola e deixar a área adversária despovoada. Não há movimentação, rapidez ao virar o jogo, aproximação de jogadores, troca de posições, enfim... coisas básicas do futebol.

 

 

Some isso ao fato de as seleções que disputam a Eurocopa mostrarem um eficiente jogo tático. Em sua maioria Jogam num 4-3-3 que se transforma em 4-5-1 quando não tem a bola, fazendo duas linhas de 4 jogadores na frente da defesa para tentar bloquear rapidamente o ataque adversário.  Taticamente os europeus sempre foram aplicados e obedientes. O que surpreende é a qualidade que têm mostrado com a bola nos pés, na organização de jogadas ofensivas. A melhor seleção do mundo, o Brasil já não é faz tempo. O que estamos percebendo agora, é que tampouco temos os melhores talentos individuais...

 

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